Enquanto eu cresço,
alguém sempre me impõe a
máxima de
que tudo tem
limite.
Mas insisto na
convicção de
que algumas
coisas, ao menos,
não deveriam ter.
Falar em tudo é infindar a
matéria, imaginemos
então, se fosse
possível,
alcançar - falando - este tudo que é o amor. É
um contínuo além.
Só de
tentar me sinto
aquém.
Nos dicionários não existe o
verbo infidar
ou ilimitar
justamente porque quem ousa conjugá-los se
torna um eterno controverso, e eu acabei de ser.
Ou seja,
tudo tem
confim e a
nossa natureza é, na sua singela expressão, uma quase imperceptível
contradição. Não se fala de amor, só sentir uma vontade irreversível de estar um no outro já nos faz suficientes. E ainda assim, penso, insistentemente, que isto não me basta.
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